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Disposições legais em relação à liberdade religiosa e aplicação efectiva

Em Março de 2011, após manifestações anti-governo na Síria, os manifestantes entraram em confronto com forças do governo do Presidente Bashar Al-Assad. A violência aumentou de forma descontrolada até que no Verão se tornou numa guerra civil, quando a oposição começou a tornar-se militarizada. Com a intervenção de poderes regionais, nomeadamente o Irão e a Arábia Saudita, e internacionais, como os EUA e a Rússia, o conflito tornou-se numa guerra por procuração, de acordo com muitos observadores. É muito difícil obter números exatos, por causa da inacessibilidade de muitas áreas e das estatísticas contraditórias fornecidas por diferentes partes. Apesar disso, o relatório da ONU de 2016 calculou o número de mortos em cerca de 400.000. [1]

Como consequência dos combates, a maior parte das infraestruturas foram destruídas e metade da população foi deslocada quer dentro quer fora do país. De acordo com o Centro de Monitoria de Deslocamentos Internos,[2] a crise de refugiados na Síria é a maior do mundo, com 2,9 milhões de pessoas deslocadas só em 2017, o número mais elevado a nível global. Em Junho de 2016, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) reportou que a Síria tinha um recorde de 4,9 milhões de refugiados no final de 2015, mais de dois milhões acima do Afeganistão, que está em segundo lugar.

A maior parte dos sírios são muçulmanos sunitas. Alauítas, cristãos e drusos fazem parte do mosaico religioso tradicional do país. Os cursos são o grupo étnico não árabe mais importante. A maior parte deles adere ao Islamismo sunita. Desde 2011, a situação da liberdade religiosa tem-se deteriorado muito. Antes da guerra, os cristãos constituíam uma parte significativa da população, cerca de 10 por cento. A maioria pertence a Igrejas do rito oriental, como por exemplo a Igreja Católica Grega Melquita e a Igreja Ortodoxa Síria. Os líderes religiosos elogiaram a atmosfera de tolerância que existia antes da guerra. Como os cristãos foram concentrados em zonas estrategicamente importantes afectadas pela guerra, muitos deles fugiram, tendo sido deslocados internamente ou fugido para o estrangeiro como refugiados.

O Presidente Assad é alauíta, um ramo do Islamismo desconsiderado por vários grupos mais tradicionais: “muitos sunitas consideram que os alauítas são hereges”.[3] No entanto, no tempo do pai de Assad, o Presidente Hafez Al-Allsad, uma fatwa de 1974 de um académico xiita chamado Musa Al-Sadr reconheceu a comunidade alauíta como ramo do Islamismo xiita.

De acordo com o artigo 3.º da Constituição síria [4], aprovado por referendo em 2012 (em vigor apenas em áreas controladas pelo governo), “a religião do presidente da república é o Islamismo; a jurisprudência islâmica é a principal fonte de legislação; o Estado respeita todas as religiões e garante a liberdade para realizarem todos os rituais que não prejudiquem a ordem pública; o estatuto pessoal das comunidades religiosas é protegido e respeitado”. O artigo 8.º proíbe “a realização de qualquer actividade política ou a formação de quaisquer partidos políticos ou agrupamentos baseados na religião, sectários, tribais, regionais, baseados em classes, profissionais, ou com discriminação baseada no género, origem, raça ou cor”. O artigo 33.º afirma: “Os cidadãos são iguais em direitos e deveres, sem discriminação entre si por sexo, origem, língua, religião ou credo.” O artigo 42.º diz: “A liberdade de crença é protegida de acordo com a lei”.

O governo restringe o proselitismo e as conversões, proibindo a conversão de muçulmanos a outras religiões, por considerá-lo contrário à sharia. Apesar de as conversões do Islamismo ao Cristianismo não serem permitidas, o governo reconhece as conversões cristãs ao Islamismo. O Código Penal proíbe que se “cause tensões entre comunidades religiosas”.[5] O artigo 462.º deste Código prevê que qualquer pessoa que difame publicamente as práticas religiosas seja punida com até dois anos de prisão.[6]

As questões do foro pessoal, como o casamento e as heranças, são regulamentadas pelas normas de cada comunidade. Os muçulmanos estão sujeitos à sharia. Os cristãos e outras minorias estão sujeitos às respectivas leis. Não existe casamento civil. Uma mulher muçulmana não pode casar com um homem não muçulmano, mas um homem muçulmano pode casar com mulheres de outra religião reconhecida.

Incidentes

A Comissão de Inquérito de Direitos Humanos criada pela ONU concluiu que os muçulmanos sunitas constituíam a maior parte dos mortos e detidos civis, e que o governo sírio usou o bloqueio de áreas de oposição maioritariamente sunita como arma de guerra.[7] Devido ao recrutamento de combatentes xiitas estrangeiros em países como o Afeganistão e o Paquistão, as comunidades sunitas lançaram ataques às comunidades xiitas nesses países, o que indica que o conflito sírio está a exacerbar as tensões entre sunitas e xiitas noutros locais. A área tradicionalmente sunita das províncias de Damasco, Homs e Deir-ez-Zor (Síria oriental) receberam alegadamente combatentes iranianos, iraquianos e libaneses e as suas famílias. Alguns relatos sugerem que os cristãos nas áreas de Damasco, incluindo Bab Tuma e Bab Sharqi, foram pressionados a vender aos iranianos.[8]

Os ismaelitas e os drusos têm sido alvos fáceis para os grupos armados, por causa da sua concentração em certas áreas. Ambos se queixaram igualmente de pressão governamental para servirem no exército. O regime deteve homens ismaelitas e drusos, com idades entre os 18 e os 42 anos, que resistiram ao recrutamento, expulsando a maior parte deles do país.[9]

A presença de grupos islamitas entre as inúmeras milícias da oposição causou grandes problemas às comunidades minoritárias do país. Por exemplo, a Frente Al-Nusra Front – subsequentemente nomeada Frente Fateh Al-Sham, que depois se fundiu com outros grupos para se tornar na Hay’at Tahrir Al-Sham no início de 2017 – tem estado implicada em muitas das atrocidades contra cristãos durante o decorrer da guerra, incluindo em Ma’aloula e Sadad. As complexas relações entre diferentes grupos rebeldes têm significado que as chamadas milícias moderadas da oposição têm colaborado com os ataques aos cristãos, intencionalmente ou não. Por exemplo, o Exército Sírio Livre (FSA) combateu ao lado da Al-Nusra para impedir que Sadad voltasse a ser tomada em 2013, quando esta estava a cometer crimes de guerra contra os habitantes cristãos da vila. Contudo, à medida que a guerra evoluiu, houve tentativas de grupos incluindo o FSA de se distanciarem da Al-Nusra e do Daesh (ISIS).[10]

Muitos membros de grupos minoritários religiosos controlados pelo Daesh ainda estão desaparecidos, incluindo 25 cristãos. A libertação de território controlado pelo Daesh em 2017 mostrou que alguns dos mais proeminentes líderes cristãos da Síria ainda estão desaparecidos, como por exemplo o sacerdote jesuíta italiano Padre Paolo Dall’Oglio, o Arcebispo ortodoxo sírio de Alepo Mar Gregorios Yohanna Ibrahim, o Arcebispo ortodoxo grego de Alepo Paul Yazigi, o sacerdote católico arménio Padre Michel Kayyal, e o sacerdote ortodoxo grego Padre Maher Mahfouz.[11]

Em Outubro de 2017, o Daesh deteve um autocarro cheio de viajantes drusos em Hama que viajavam de Damasco para Idlib. Inicialmente, manteve as 50 pessoas como reféns, mas mais tarde libertou todas excepto duas, que se suspeita terem sido mortas.[12]

A 1 de Outubro de 2017, militantes do Daesh voltaram a tomar Al-Qaryatayn, na província de Homs, uma vila com uma grande população cristã. Nas três semanas em que os extremistas controlaram Al-Qaryatayn antes de ela ser libertada por forças do regime sírio, o Daesh executou 116 pessoas.[13] A vila, que acolhia 2.000 cristãos antes do surgimento do Daesh, apenas tinha uma centena de cristãos na altura em que os extremistas controlaram pela primeira vez Al-Qaryatayn em Agosto de 2015, pois muitos tinham fugido por temerem a chegada do grupo. Quando o Daesh ocupou a vila pela primeira vez, os militantes fizeram reféns 200 cristãos até estes concordarem em pagar o imposto jizya, que é cobrado aos não muçulmanos. O pagamento permitir-lhes-ia manterem-se na vila, disse o Daesh.[14]

Em Maio de 2017, combatentes do Daesh lançaram ataques a Aqarib Al-Safiyah e Al-Manboujah, duas aldeias na província de Hama habitadas predominantemente por ismaelitas, um grupo minoritário muçulmano xiita, matando 52 pessoas.[15]

Em 2017, o governo sírio, juntamente com os seus aliados russos e iranianos, voltou a controlar a maior parte do território anteriormente sob o controlo de grupos da oposição. Como consequência, ocorreram menos violações da liberdade religiosa do que em anos anteriores nas áreas controladas pela oposição armada.

Em geral, todos os grupos armados violaram direitos humanos nas áreas que controlam ao longo do decorrer do conflito. Por exemplo, em 2015, a Al-Nusra filiada na Al-Qaeda forçou a pequena comunidade drusa numa área em tempos controlada pelo Daesh a converter-se ao Islamismo sunita. Em 2017, os drusos não conseguiram praticar livremente a sua religião e as suas tradições.[16]

Um relatório de Janeiro de 2017, de uma coligação de obras de caridade cristãs maioritariamente sediadas no Reino Unido e a trabalhar no Iraque e na Síria, afirmou que é “vital que os cristãos e outras populações minoritárias tenham apoio para as suas preocupações políticas e de segurança se quiserem sentir-se suficientemente seguros para regressar […], reconstruir as suas comunidades e realizar qualquer processo de reconciliação”.[17] Numa entrevista dada à agência noticiosa BosNewsLife com sede na Hungria nesse mesmo mês, o Patriarca Ignatius Ephrem Joseph III Younan, líder da Igreja Católica Síria, urgiu o Ocidente e as Nações Unidas a porem fim sem demora às sanções contra o seu país e a deixarem de apoiar os rebeldes. Disse: “Ainda tenho esperança que os países ocidentais, ou seja os políticos ocidentais, aceitem deixar de financiar e armar os chamados rebeldes, porque se não a guerra sectária não tem fim.”[18]

Em Março de 2017, a Hay’at Tahrir Al-Sham (Frente Al-Nusra) realizou um duplo atentado bombista num parque de estacionamento do cemitério de Bab Al-Saghir, um local conhecido de peregrinação xiita, matando 44 pessoas e ferindo 120, a maioria peregrinos xiitas.[19]

Grupos armados raptaram pessoas para pedirem resgate ou troca de prisioneiros ao governo ou a outros grupos armados. Em Setembro de 2017, até 100 homens pertencentes a grupos religiosos minoritários ainda eram mantidos como reféns no subúrbio de Damasco de Adra Al-Omaliyah.[20]

Nas áreas de controlo curdo, os grupos minoritários queixaram-se de abusos dos direitos humanos por parte de grupos curdos que administram efectivamente cerca de 30 por cento do nordeste da Síria. De acordo com o Assyrian Monitor for Human Rights (AMHR), as comunidades não curdas na área relataram mudanças demográficas, incluindo a deslocação de cristãos arménios e assírios e muçulmanos árabes sunitas e a sua substituição por curdos, e a imposição da língua e da cultura curda nalgumas áreas. O AMHR também referiu a crescente pressão sobre escolas cristãs privadas na província de Al-Hasakeh para mudarem o seu programa escolar, sob pena de fecharem. As mudanças incluem ensinar curdo, contratar professores curdos e aprender as ideias de Abdallah Ocalan, o líder encarcerado do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que os EUA consideram como organização terrorista.[21]

Em Setembro de 2016, a Unidade de Protecção do Povo Curdo foi acusada de realizar actos de violência e intimidação contra cristãos em Al-Hasakeh. Ao listar vários incidentes, o Arcebispo Católico Sírio Jacques Behnan Hindo de Al-Hasakeh-Nisibi disse à Agenzia Fides que acredita que os curdos estão a planear a expulsão forçada dos cristãos. Disse: “O epicentro dos seus raides e actos de força é sempre a área de seis igrejas, onde vive a maioria dos cristãos. Em muitos casos, expulsaram os cristãos das suas casas sob ameaça de kalashnikovs. E, onde entram, saqueiam tudo.”[22]

Os líderes da comunidade crista também se queixaram de as autoridades curdas terem tomado as suas casas abandonadas durante os combates. No final de 2017, no âmbito de um novo regulamento, as casas cristãs abandonadas na cidade de Tabqa, província de Raqqa, deviam ser dadas a famílias curdas caso os seus donos ainda não tivessem regressado. Cristãos e muçulmanos sunitas também acusaram as Forças de Defesa Sírias maioritariamente curdas de trabalharem com as autoridades curdas para marginalizar, discriminar e por vezes mesmo atacar populações não curdas.[23]

Em Dezembro de 2017, a agência de notícias World Watch Monitor publicou um artigo sobre famílias cristãs que regressavam à cidade síria de Homs cinco anos depois de dali terem fugido. Apesar do “reduzido incentivo” para regressar, alguns deles conseguiram reconstruir as suas casas.[24] Muitos cristãos entrevistados para o artigo disseram que “o Médio Oriente já não é a [sua] casa”.[25] Os entrevistados insistiram na necessidade de um “mecanismo de responsabilização nacional” para lidar com incidentes de perseguição e discriminação religiosa e étnica no Iraque e na Síria, de modo a “restaurar a fé num sistema que garanta que todas as comunidades religiosas e étnicas são [tratadas] como cidadãos iguais e que merecem protecção, impedindo igualmente os agentes negativos de tomarem medidas adversas contra estas comunidades”.[26]

Uma nova lei introduzida em Abril de 2018 pelo Presidente Bashar El-Assad, que apela a que os sírios registem as suas propriedades privadas no Ministérios da Administração Local no prazo de 30 dias, pode permitir ao governo apreender as propriedades de sírios deslocados. Como tal, a lei pode ser vista como parte de um plano para mudar a demografia da Síria, instalando xiitas da Síria, do Líbano e do Iraque em áreas que anteriormente eram sunitas. Pode também ser visto como uma forma de o governo e os aliados continuarem a perseguir os seus interesses estratégicos de criar áreas xiitas sob o seu controlo directo.[27]

De Janeiro a Março de 2018, bombas disparadas contra as zonas de Ghouta Oriental controladas pelos rebeldes atingiram áreas cristãs de Damasco. Isto fez com que fontes da Igreja na Síria alegassem que estes eram ataques específicos, como os que se viram durante repetidos bombardeamentos ao bairro cristão de Alepo. O Arcebispo Maronita de Damasco, Samir Nassar, foi quase morto quando uma bomba caiu no seu quarto no complexo da catedral maronita. Só sobreviveu porque se levantou para usar a casa de banho pouco antes de a bomba explodir. Em Bab Touma, a catedral melquita e o patriarcado na Rua Direita, que são referidos nos Actos dos Apóstolos, foram atingidas. O convento de Maria e Jesus em Bab Touma foi atingido duas vezes.[28] Os cristãos criticaram a comunicação social ocidental e outras organizações por minimizarem as baixas, que disseram estarem a ocorrer nos dois lados. Ao escrever para o Conselho Mundial de Igrejas (WCC) a 2 de Março de 2018, sobre o bombardeamento de Damasco, o Patriarca Ignatius Aphrem II da Igreja Ortodoxa Síria escreveu:

Vocês referem 550 vítimas mortas em Ghouta Oriental… Contudo, não estão a referir as centenas de civis, incluindo muitas crianças, mortos por morteiros e mísseis vindos de Ghouta Oriental, em especial quando a maior parte destes morteiros há muito que atacam áreas povoadas por cristãos de igrejas que são membros do WCC… A vossa afirmação claramente mostra uma posição preconceituosa relativamente ao que está a acontecer na Síria em geral e em Damasco em particular.”

Perspectivas para a liberdade religiosa

Em geral, numa situação de conflito sectário, nem sempre é claro se as violações da liberdade religiosa de indivíduos e grupos são exclusivamente ou maioritariamente motivadas pelo ódio do agressor a uma fé específica. Na Síria, as divisões etno-religiosas existem há séculos. Os fatores políticos podem ser tão importantes como os religiosos. Frequentemente, eles juntam-se de facto, uma vez que a filiação religiosa e política se sobrepõem.

Há dois grupos principais que violaram a liberdade religiosa na Síria. O primeiro grupo é o governo de Assad e os seus aliados militares, como o Hezbollah, as milícias xiitas do Líbano e os voluntários xiitas do Iraque e do Irão. Eles combatem juntos contra o que consideram uma ameaça terrorista e insurgência jihadista sunita contra o governo e o estado sírio. Alguns relatos sugerem que eles atacaram intencionalmente áreas sunitas.

O segundo grupo principal é constituído por atores não estatais que estabeleceram efetivamente um controlo de tipo estatal sobre certas áreas. Este grupo subdivide-se em dois subgrupos.

Um subgrupo inclui grupos jihadistas sunitas entre as milícias rebeldes, como o Daesh ou a Frente Al-Nusra. As milícias da chamada oposição moderada são em muitos casos também movidas pela ideologia sunita e procuram uma visão religiosa para o futuro do país, habitualmente menos extremista do que a do Daesh ou da Al-Nusra. Frequentemente, cooperam de forma táctica com grupos jihadistas, mesmo quando isso significa que tacticamente estão a apoiar actos de genocídio cometidos contra minorias religiosas.[29] O Daesh e a Al-Nusra cometeram graves actos contra a liberdade religiosa dos cristãos, drusos e sunitas nas áreas que controlam. E também atacaram xiitas e alauítas em ataques terroristas. A luta bem-sucedida para fazer recuar o Daesh e outros extremistas em muitas partes da Síria resultou no fim das violações notórias da liberdade religiosa por parte de grupos híper-extremistas que apenas podem ser descritos como tendo cometido um genocídio contra comunidades religiosas minoritárias.

O outro subgrupo é constituído por milícias maioritariamente curdas no norte da Síria. Elas controlam áreas como a região do Rio Khabur no norte da Síria que têm inúmeros povoados cristãos bem estabelecidos.

Com o conflito agora no seu oitavo ano e sem solução política à vista, a crise humanitária em curso e a situação da liberdade religiosa não vão melhorar tão brevemente. Dadas as atrocidades cometidas por todos os lados, pode provar-se difícil juntar os grupos novamente para viverem lado a lado quando terminarem os combates.

Em Junho de 2018, o World Watch Monitor publicou um artigo sobre arménios sírios intitulado “70.000 arménios sírios fugiram durante a guerra e poucos vão regressar”, o que reflecte uma realidade enfrentada por muitas minorias religiosas que costumavam viver no país.[30]

Notas

[1] “Syria death toll: UN envoy estimates 400,000 killed”, Al Jazeera, 23 de Abril de 2016, https://www.aljazeera.com/news/2016/04/staffan-de-mistura-400000-killed-syria-civil-war-160423055735629.html (acedido a 13 de Julho de 2018).

[2] “Syria”, Internal Displacement Monitoring Center, http://internal-displacement.org/countries/syria, (acedido a 11 de Julho de 2018); “Syria Population (LIVE)”, ​WorldOMeters​, http://www.worldometers.info/world-population/syria-population/ (acedido a 11 de Julho de 2018).

[3] Reuters, ‘Alawites: A secretive and persecuted sect’, 31 de Janeiro de 2012, https://www.reuters.com/article/us-syria-alawites-sect/syrias-alawites-a-secretive-and-persecuted-sect-idUSTRE80U1HK20120131 (acedido a 23 de Julho de 2018)

[4] Syrian Arab Republic’s Constitution of 2012, constituteproject.org, https://www.constituteproject.org/constitution/Syria_2012.pdf?lang=en (acedido a 16 de Julho de 2018).

[5] Gabinete de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, “Syria”, Report on International Religious Freedom for 2017, Departamento de Estado Norte-Americano, https://www.state.gov/j/drl/rls/irf/2017/nea/281006.htm (acedido a 10 de Julho de 2018).

[6] Code pénal syrien en application de la loi n°148 de 1949 (en français), Institut d’étude sur le droit et la justice dans les sociétés arabes, https://iedja.org/ressources/par-pays/syrie/ (acedido a 10 de Julho de 2018).

[7] Gabinete de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, op. cit.

[8] “Syria”, 2018 Annual Report, United States Commission on International Religious Freedom, http://www.uscirf.gov/sites/default/files/2018USCIRFAR.pdf (acedido a 10 de Julho de 2018).

[9] Ibid.

[10] Ver por exemplo “Frustration drives Arsal’s FSA into ISIS ranks,” Daily Star (Lebanon), 8 de Setembro de 2014, http://www.dailystar.com.lb/News/Lebanon-News/2014/Sep-08/269883-frustration-drives-arsals-fsa-into-isis-ranks.ashx (acedido a 19 de Julho de 2018)

[11] “Four years later, family reports ‘silence’ on kidnapped priest in Syria”, Crux Now, 30 de Julho de 2017, https://cruxnow.com/global-church/2017/07/30/four-years-later-family-reports-silence-kidnapped-priest-syria/ (acedido a 14 de Julho de 2018).

[12] “Syria”, 2018 Annual Report, op. cit.

[13] “IS recaptures ‘symbol of interfaith coexistence’ Syrian town”, World Watch Monitor, 6 de Outubro de 2017, https://www.worldwatchmonitor.org/2017/10/syria-islamic-state-retakes-christian-enclave/ (acedido a 11 de Julho de 2018); “Syria”, 2018 Annual Report, op. cit.

[14] “Syria”, 2018 Annual Report, op. cit.

[15] Ibid.

[16] “Hay’at Tahrir al-Sham (Formerly Jabhat al-Nusra)”, Mapping Militant Organizations, Stanford University, http://web.stanford.edu/group/mappingmilitants/cgi-bin/groups/view/493?highlight=Al+Nusrah+front (acedido a 16 de Julho de 2018); “Syria: Situation of the Druze, including whether they are perceived to be loyal to President Assad by the insurgent groups; treatment by the authorities and the insurgent groups (January 2015-November 2015)”, 25 de Novembro de 2015, Research Directorate, Immigration and Refugee Board of Canada, https://irb-cisr.gc.ca/en/country-information/rir/Pages/index.aspx?doc=456249 (acedido a 16 de Julho de 2018).

[17] “Christians ‘excluded’ from Iraq’s reconstruction plans”, World Watch Monitor, acedido a 11 de Julho de 2017, https://www.worldwatchmonitor.org/2017/01/christians-excluded-from-iraqs-reconstruction-plans/ (acedido a 11 de Julho de 2018).

[18] Stefan J. Bos, “Syria’s Catholic Leader Urges End To Western Sanctions”, Bos News Life, 13 de Janeiro de 2017, http://www.bosnewslife.com/37393-syrias-catholic-leader-urges-end-to-western-sanctions (acedido a 13 de Julho de 2018).

[19] “Syria”, 2018 Annual Report, op. cit.

[20] Ibid.

[21] Ibid.

[22] “Archbishop Hindo: violence and intimidation of the Kurd militias on Christians increase in Hassaké”, Agenzia Fides, 20 de Setembro de 2016, www.fides.org/en/news/60791 (acedido a 19 de Julho de 2018).

[23] “Syria”, 2018 Annual Report, op. cit.

[24] “Syria: Homs Christians return to rebuild homes and lives”, World Watch Monitor, 5 de Dezembro de 2017, https://www.worldwatchmonitor.org/2017/12/syria-homs-christians-return-rebuild-homes-lives/ (acedido a 13 de Julho de 2018).

[25] “Security not only concern for Syrians returning home”, World Watch Monitor, 4 de Julho de 2017, https://www.worldwatchmonitor.org/2017/07/security-not-concern-syrians-returning-home/ (acedido a 13 de Julho de 2018).

[26] “National Accountability Mechanism for Iraq and Syria – Proposal for EU parliament”, World Watch Monitor – Policy Paper, Junho de 2017, https://www.worldwatchmonitor.org/wp-content/uploads/2017/06/National-Accountability-Mechanism-for-Iraq-and-Syria-Position-Paper-EU-Parliament.-FINAL.pdf (acedido a 12 de Julho de 2018).

[27] Martin Chulov, “Iran repopulates Syria with Shia Muslims to help tighten regime’s control”, The Guardian, 14 de Janeiro de 2017, https://www.theguardian.com/world/2017/jan/13/irans-syria-project-pushing-population-shifts-to-increase-influence (acedido a 11 de Julho de 2018).

[28] John Newton, “Bishop miraculously avoids death – as bomb lands in his bedroom”, ACN News, 12 de Janeiro de 2018 https://acnuk.org/news/syria-bishop-miraculously-avoids-death-as-bomb-lands-in-his-bedroom/; John Pontifex, “When the sky turned black with bombs”, ACN News, 21 de Fevereiro de 2018, https://acnuk.org/news/syria-when-the-sky-turned-black-with-bombs (acedido a 19 de Julho de 2018).

[29] Como referido por John Pontifex e John Newton: “o Exército Livre da Síria (FSA) combateu ao lado da Al-Nusra para impedir Sadad de ser novamente tomada na mesma altura em que o grupo jihadista estava a cometer crimes de guerra contra os seus habitantes cristãos”. Ajuda à Igreja que Sofre, Perseguidos e Esquecidos? Edição de 2015-17, https://www.fundacao-ais.pt/uploads/user_id_1/file/20171011172817_Perseguidos_Esquecidos_2017.pdf (acedido a 18 de Julho de 2018)

[30] Zara Sarvarian, “70,000 Syrian Armenians have fled during the war, and few will return”, World Watch Monitor, 27 de Junho de 2018, https://www.worldwatchmonitor.org/2018/06/70000-syrian-armenians-have-fled-during-the-war-and-few-will-return/ (acedido a 11 de Julho de 2018).

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